Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens

Não Tenha Medo do Escuro


Não Tenha Medo do Escuro (2011) é um filme de marca registrada.


Novas séries - O que podemos esperar?









Minha maratona já começou!
Já estamos na época de novas temporadas e a volta de nossas queridinhas séries também. A tão adorada Fall Season da TV americana que se passa no outono do hemisfério norte, já começou com tudo. Agora é muito café e poucas horas de sono para aqueles que como nós gostamos de ver tudo!


Listei algumas das novas séries:

Trailerzine - O que vem por ai no cinema








É perceptível de 2009 para cá a grande tendência do mercado cinematográfico de refazer
e resgatar alguma coisa. Estamos na época do remake e da adaptação, o que serve como uma pausa de respiração para o mercado de inovação do cinema.

True Blood Quinta temporada

True Blood Elenco
A quarta temporada de True Blood nos EUA já terminou, todoschora! Para quem não acompanha esta serie megauploadlifestyle fiquem avisados, spoilers à frente!
Sucker Punch - [nosso] Mundo Surreal

Olá, galera!
Aqui quem fala é o Kinder!
Hoje falarei sobre um dos filmes mais legais (que ainda está no cinema, se não viu ainda, RUN!), Sucker Punch - Mundo Surreal ("Sucker Punch").


A história

Sucker Punch, conta a história de uma garota ("Babydoll") presa em um hospício por seu padastro, e está para ser lobotomizada. Porém, antes de isso acontecer, planeja fugir do hospício e vai contar com a ajuda de outras quatro mulheres. A partir de um plano, ela faz sua própria "viagem" para alcançar seus objetivos, sendo que um deles é conseguir os seguintes itens: um mapa, fogo, uma faca e uma chave. E ainda há uma 5ª coisa a se conseguir, mas Babydoll só vai saber quando for preciso.

Antes do filme, e seus mundos.

Zack Snyder criou seu "próprio mundo" em Sucker Punch.
Mais que isso, acabou criando quatro mundos alternativos além do real.
Começamos em um mundo oriental com samurais gigantes portando armas de fogo;
Passamos por um "meio-steampunk" 1ª Guerra Mundial;
Seguimos por um medieval durante uma guerra entre homens e orcs puxada para o lado de Tolkien;
E terminamos com um mundo futurista com máquinas ao melhor estilo "Eu Robô".

Mas para você não ficar triste pela passagem "rápida" de nossas heroínas em cada mundo,Zack Snyder soltou 4 animações antes do filme ser lançado nos cinemas.
Cada animação explica a situação de cada mundo, dando mais riqueza ao filme. Para quem assistiu as animações e viu o filme, entende melhor o que está acontecendo na passagem de Babydoll e sua equipe por aquelas terras (não que alguém que não tenha visto as animações não vá entender), percebendo que quem as confronta não são mais que meros bucha-de-canhão para elas degolarem a vontade.

As quatro animações são:
As Trincheiras (sobre os soldados nazis)
Dragão (sobre os humanos e orcs)
Planeta Distante (os robos)
Guerreiros Feudais (samurais encapetados)

Todos estes curtas estão disponíveis no site Omelete, traduzidos e dublados.





As meninas superpoderosas

Como disse no começo, são cinco personagens que irão enfrentar os males para fugir do hospício, que são:

Babydoll, interpretada por Emily Browning ("Navio Fantasma" e "Desventuras em série");
Sweet Pea, por Abbie Cornish ("Elizabeth: A Era de ouro" e "Stop-Loss - A Lei da Guerra");
Rocket, pela atriz Jena Malone ("Donnie Darko", "Cold Mountain" e "As Ruínas");
Amber, vivida por Jamie Chung ("DragonBall: Evolution" e "Gente Grande");
Blondie, com a Vanessa Hudgens ("HighSchool Musical").

Cada personagem utiliza uma arma de fogo e uma arma branca, além do visual diferente para cada uma.

Babydoll é a principal do filme. Utiliza uma katana muito estilosa (se você gostou das espadas de "Kill Bill", vai adorar essa.) acompanhada de uma pistola de mesma bela aparência. As "viagens" até os mundos acontecem através da protagonista, que quando ela começa a dançar um certo "feitiço" ocorre.

Rocket e Sweet Pea são irmãs. A primeira usa uma adaga e diferentes armas ao longo do filme, inclusive aquelas utilizadas por piratas de antigamente (confira em qualquer "Piratas do Caribe"). Sweet Pea utiliza uma espada medieval e geralmente uma metralhadora parecida com uma AK-47. Pode se dizer que o filme começa a partir destas irmãs.

Amber é a especialista. Única das cinco que pilota um avião e um robo de combate, talvez seja por isso que não utiliza arma branca, optando apenas por armas de fogo. De um certo modo é a que mais "trabalha" na história por conseguir pegar dois dos quatro itens necessários.

Blondie, infelizmente, é a menos participativa da história. Apesar de ter um dos trajes mais legais, acaba fazendo papel de dedo-duro na história. Utiliza uma machadinha e na maioria das vezes metralhadoras pesadas. Só participa de dois dos quatro mundos. Falando pelo meu lado fã da Blondie, ela foi muito "injustiçada", tendo um papel secundário (mais que as outras).

E na contra-parte temos "Blue" (Oscar Isaac, "Robin Hood [2010]") zelador do hospício e tenta evitar a fuga de nossas meninas. E Miss Gorski (Carla Gugino, "Watchmen" e "SinCity") que trabalha como psiquiatra na clínica e que "sem-querer-querendo" acaba ajudando Babydoll a achar forças para continuar o plano.

Babydoll - Sua dança, sua "viagem"

No filme, para as meninas conseguirem os itens, elas tem que contar com a cativante dança de Babydoll (que não é mostrada em nenhuma parte do filme).
Com seu baile, ela consegue "hipnotizar" quem a assiste dançar e assim as outras dão um jeito de pegar os itens.
Toda vez que Babydoll dança elas são "transportadas" para um dos 4 mundos que eu disse antes, e lá combatem quem for para conquistar o que precisam.
Então, quando Babydoll começa a dança, fecha os olhos e ao abri-los está em outro planeta.
Eu entedi essa sua "brisa" como um jogo de RPG. É criado um mundo imaginário para conseguir fazer sua dança tão surreal a ponto de deixar os outros hipnotizados.
É como você jogar RPG, você transporta sua imaginação para aquele mundo e lá faz as coisas necessárias para seguir a história.
Só assim (em minha humilde opinião) Babydoll cria adrenalina para suas danças, e um modo dela não desistir do objetivo principal.
Nesse mundo elas são poderosas, sabem lutar, atirar, pilotar e fazer o que elas bem entendem e é exatamente como no RPG, mas se algo de errado na realidade isso afeta o mundo em que elas estão também. Exemplo: Se uma delas levar um soco no mundo real, no mundo que estão essa mesma personagem pode levar um tiro.

In The End...

Em fim, um filme para ser apreciado em uma grande tela (se ainda der tempo, corra para os cinemas) e visto por nós, amantes da cultura nerd.
Para os homens, mulheres bonitas armadas até os dentes.
Para as mulheres, garotas fortes que lutam por um objetivo em comum.
Para os geeks, robôs de guerra, dragões, orcs, espadas, visual steampunk alternando por vezes para o cyberpunk.
Trilha sonóra de boa qualidade, um soundtrack para você ter em sua coleção. Mais que isso, a música interage junto com as cenas, praticamente tornando-se um outro personagem, digno de grandes filmes antigos.

"Sucker Punch - Mundo Surreal" é diversão na certa. Esqueça-se do mundo e deixe sua imaginação rolar, isso é surreal. Isso é Sucker Punch!



- Kinder (doido para assistir novamente!)

O Ritual: Exorcismos e fatos reais





“Este passado período de carnaval consegue desvirtuar qualquer tentativa de rotina.“


É com este álibi que começo atrasado a discussão sobre um filme que em tempos de Academy Awards e lançamentos fortes ficou no marginal, mas tem lá seu charme.


Ramo Funerário


O Ritual faz parte de uma onda de filmes sobre exorcismo, dos que ainda reforçam sua trama com embasamento em fatos reais, o famoso:


Baseado em fatos reais...

Esta mistura geralmente é uma formula de sucesso para quem gosta de um bom terror, que neste caso fica em segundo plano, e dá lugar a uma trama com mais suspense.



A história conta a experiência de Michael Kovak, Colin O'Donoghue que nascido em uma família do ramo funerário, só tinha duas escolhas profissionais: agente funerário ou padre. Frustrado com o trabalho de seu pai decide estudar teologia para sair de casa, e depois revelar que não era o que gostaria de fazer, e então seguir sua vida. Já graduado revela a um dos seus mestres sua verdadeira intenção, que por sua vez, não deixa barato e também revela as dele.


Em resumo um queria dar o cano e sair como um pobre estudante que descobre que não tem fé. Já o outro queria que este aluno recém-formado fizesse parte de um curso de exorcismo no vaticano, com a ressalva é claro de que se ele desistisse e não fizesse o curso, ele o faria pagar por todos os estudos, o que daria muito dinheiro.


As ideias apesar de bem diferentes acabaram se cruzando em um acidente, onde Michael, não conseguia mais ver saída, tanto para si quanto para seu bolso.


Lá vai o rapaz para Roma, fazer o curso. Entre muitas coisas que passa, é lá que conhece a reporter Angeline, Alice Braga e o padre Lucas, Anthony Hopkins e a coisa começa a tomar forma. Vou deixar os detalhes para você mesmo conferir no filme, mas são necessárias algumas considerações.


Tem lá seu charme


Uma fotografia típica, bom figurino e ambientação, e agradável interpretação dos personagens, mas é evidente o erro cometido com o uso de alguns efeitos especiais, que pouco seriam necessários em um filme como este.
Parte da estética se perde durante as reviravoltas, sair de casa, terminar a faculdade, ir para o vaticano, tudo isso acontece muito rápido, e tem a única função de fundamentar as ocorrências posteriores. Apesar de ser baseado em fatos reais, realmente existe a necessidade de contar toda esta história?
Ou alguns flashbacks e um papo sobre onde você veio não daria conta do recado?



A interpretação de Anthony Hopkins quando simples já é sensacional, e é o caso deste filme, ele realmente parece um velho padre atormentado pela sua função e o tempo. Algumas cenas de sustos bem feitas e nada de exageros, e o enredo dialoga bastante com o universo de filmes de exorcismo, como por exemplo, a piada que o padre Lucas faz quando termina uma sessão de exorcismo com o famoso filme O Exorcista: Estava esperando o que? Cabeças girando? E é claro a atriz Alice Braga, representando nosso Brasil não só nesta, mas em várias produções internacionais, será que ela faz um bom preço ou realmente está tão bem?


Destaque também ao aparecimento de um dos mais famosos demônios da mitologia bíblica criada por autores muito criativos. Não vou dizer seu nome, mas no filme é representado por uma mula de olhos vermelhos, o que não condiz muito com sua fama nas histórias disponíveis por ai.
Para desmistificar um pouco o assunto, acredita-se que estes nomes de demônios hoje existentes são resultados da criação dos inimigos de Deus pelos detentores do poder na religião cristã que encontrou força dentro do império romano e se tornou a maior organização do mundo antigo. Satirizando um pouco, eles precisavam de ajudantes para o pobre e solitário Lúcifer, já que Deus tinha Jesus e vários anjos, então pegaram antigos nomes de lideres de povos Fenícios e outros e colocaram seus nomes como os legítimos soldados do diabo e o resto, é estória.



Voltando ao filme é necessário citar um dos pecados que só pode ter sido incitado pelo próprio cão, pois apesar de dialogar bem com este universo como dito antes, não traz nada de realmente inovador para o gênero, faz deste mais um longa sobre exorcismo, com certo charme, mas sem brilho.


Um filme interessante, sem show de horrores, clima de suspense em bom nível e algumas poucas ideias originais sobre o gênero fazem de O Ritual um filme a ser lembrado, algumas vezes.


Já sabe qual é o Demônio? Por que de acordo com este filme, você só vai conseguir salvar a alma de alguém se souber como se chama o inominável!


Cuidado.






Elfo

Tron o Embrião


opaço

Vamos começar por dizer o Tron – uma odisséia Eletrônica foi revolucionário em sua época.
Sim, com certeza foi. Para você que já assistiu ao filme, terá que concordar que alguns efeitos especiais são atraentes até mesmo em época de Transformer´s e Homens aranhas.
Para elucidar um pouco a trama, a história se desenvolve a partir das tentativas do protagonistas Kevin Flynn interpretado pelo ator (Jeff Bridges) de invadir o sistema da empresa ENCOM com o seu programa chamado CLU, e reaver os arquivos que um executivo chamado Ed Dillinger (David Warner) roubou dele e transformou em uma mina de ouro. Na época Flynn era apenas mais um brilhante funcionário da empresa. Mas um sistema de segurança muito durão chamado Master Control, que troca ameaças até mesmo com o executivo safado comentado acima bloqueia o acesso de Flynn, o rastreia e derruba o acesso de todos os funcionários ao sistema, e de quebra fala para Dillinger que pretende invadir o pentágono e dominar o mundo. (UAU)
Nesse rolo ai, um funcionário chamado Alan Bradley (Bruce boxleither), amigo de Flynn estava utilizando seu programa chamado TRON para monitorar o Master Control program, chamado de agora em diante de MCP. Bradley perdeu seu acesso, em resumo rola um estress entre Dillinger e ele.
Então Alan e sua namoradinha a doutora Lora Baines (Cindy Morgan) que inclusive também trabalha na ENCOM e faz parte do projeto com um canhão que digitaliza objetos reais para o ambiente virtual, vão para o árcade do Flynn… Mas espera ai, ele tem um árcade?
Sim meus caros, o protagonista ex-ploretariado sai do ramo de tecnologia da informação para abrir seu próprio fliperama bem charmoso, e onde ele é um verdadeiro campeão do jogo de corrida e destruição Lightcycles.
A coisa se desenrola quando Alan explica para Flynn que ele foi rastreado pelo MCP e ambos têm uma idéia mirabolante de invadir a ENCOM e pegar o que é Flynn por direito e parar o programa sabichão.
Lá vai o trio esperança, entram na empresa e Kevin encontra um computador, que fica na sala onde a doutora trabalhava junto com uma equipe naquele canhão digitalizador. Ele começa a invadir o sistema quando o Master control percebe a invasão e para rechaçá-lo ativa o canhão, e ai uma das cenas de efeitos especiais mais legais começa, é curta, mas muito bem feita. Um lazer duplo é ativado e ao acertar Kevin ele começa a ser setorizado por uma grade em neon azul e ser escaneado e transferido para um ambiente virtual.
Lá, Flynn depois de ser preso por ordem de Sark o testa de ferro do MCP e programa de Dillinger o joga para se degladiar com outros programas em competições de disco, lutas onde um disco que fica preso as costas é arremessado contra o inimigo e causa um efeito SHIFT+DEL apaga sem ir para a lixeira, ou seja, mata. e eles tentam acertar uns aos outros, e também uma competição de Lightcycles.
Lá, Flynn é revelado com um usuário e recebe a ajuda de TRON programa de Alan, e de Yori programa de Lora para derrubar o MCP e resgatar as informações que precisava. Paro por aqui, para não estragar o filme.

Um plot revolucionário… Até demais.

Mas mesmo com esta pegada interessante de tecnologia, espaço virtual e essa loucura toda, este filme para sua época não vingou.
O motivo? Muito provavelmente a junção de filme com os efeitos especiais que em determinadas partes, tomavam conta por completo e então parecia que a pessoa estava assistindo uma introdução de jogos de computador, a um filme com atores reais.
Quando tratamos de cinema, existe um lado da coisa toda que é bem mais burocrático do que parece.  Existem pessoas contratadas exatamente para observar tendências, apontar interesses e encaminhar obras cinematográficas para seus devidos públicos.
Mesmo assim um filme tem que dar ao telespectador alguma coisa com a qual se identificar, sempre!
Um mundo estranho e diferente, normalmente ou já faz parte de uma obra muito famosa e aclamada por um público, ou deve ser muito bem introduzida e conter muitos pontos de identificação, para não desestimular o telespectador.
Este aspecto fica muito claro em um filme como As crônicas de Nárnia, por exemplo, onde todos falam a mesma língua, mesmo fazendo parte de mundos diferentes. Também mantém os mesmos tratos sociais típicos dos ingleses, e todos seguem uma crença monoteísta, onde o seu Deus único e onipotente vem em auxilio de seu povo, qualquer semelhança com certeza não é mera coincidência.
No caso de Tron temos uma trama que na época falava de algo ainda novo, a internet, o espaço virtual, mas este conceito ainda era fraco, difícil de entender para quem não era um nerd cheio de espinhas e babão extremamente interessado no assunto.
O diretor e roteirista Steven Lisberger já estava pensando no espaço virtual, ou ciberespaço termo criado pelo famoso autor do gênero cyberpunk de literatura chamado Willian Gibson que fica a dica é um dos melhores autores que já li, recomendo.
Mas voltando ao Tron, estávamos falando de identificação, e é ai que você entende o fracasso deste filme. Naquela época só um bom filme com um fracasso de bilheteria, devido a esta deficiência no fator identificação e em parte aos efeitos especiais.
Mas, toda esta ladainha para falar de uma obra que andou pipocando pelos cinemas, e para falar a verdade, ainda está pipocando até a presente data.




O legado


Tron o Legado, semi novo filme da Disney que fala dos ocorridos após a tomada de Kevin Flynn a empresa ENCOM e de seu desaparecimento repentino, deixando um jovem remelento para traz com uma promessa de que iria visitar o mundo virtual um dia.
Após 15 anos, o jovem agora é um rapaz com 27 anos chamado Sam Flynn (Garrett Hedlund) que age como uma mistura de playboy entediado e supercapacitado batman.
No inicio do filme se encontra dirigindo perigosamente com sua moto pela cidade, invade a empresa ENCOM, que após o sumiço de seu pai é comandada por outros homens, e detalhe para a invasão, o portão é idêntico ao do primeiro filme, e as falas e métodos de entrada também, um prato cheio para a nostalgia. E claro o melhor, o jovem também é um exímio atleta e pratica skydiving de cima do prédio em uma grua apenas para fugir de um guarda com cara de mexicano para ser preso pela policia pouco depois e claro pagar sua fiança para sair da delegacia com um sentimento de missão cumprida.
Alan, um amigo de Kevin Flynn do primeiro filme, (O cara que criou o programa Tron) se tocou durante a invasão que rendeu a ENCOM um papelão em rede internacional que tudo era obra do jovem revoltado. Para resumir a história do lado humano das coisas Alan recebeu uma bipada pré-histórica em seu Pager, sim ele tem um Pager, e o guarda ao lado da cama todas as noites a pedido de Kevin Flynn. Este chamado pré-cambriano vinha do arcade do Flynn, aquele mesmo do primeiro filme, que foi incrivelmente reconstruído pela equipe de cenário e ficou muito fiel ao original.
Sam depois de relutar um pouco e provar que é um rebelde, decide se entregar ao chamado patriarcal e investigar. Entra no antigo fliperama lá depois de encontrar uma passagem secreta atrás da maquina do jogo TRON, encontra uma galeria de salas e enfim uma que tem um baita computador e atrás dele o canhão do primeiro filme, que ativado inadivertidamente por Sam o leva para o ciberespaço, sem o mesmo charme do primeiro filme, mais ainda assim funcionou para o mesmo propósito.
E então que chega a hora de saber qual foi o grande triunfo desta superprodução em minha humilde opinião.
Lá o jovem rapaz passa por uma produção e ganha um traje com um visual muito legal e logo é jogado para a peleja. Mas neste ponto existe um detalhe interessante, uma das estratégias de enredo usadas pelo diretor e roteirista é de enfatizar um pouco mais a forma como um usuário é tratado dentro do sistema, ele é um ser quase mitológico, faz parte do imaginário dos programas, e isso teve um gosto especial para o desenvolvimento da trama. Uma espécie de ser prometido. E então começam os jogos do disco, onde cada duelista tem que acertar o disco ou em seu adversário, matando-o ou nas partes frágeis da arena, diminuindo seu espaço. Nada de muito incrível ai até aparecer um personagem bastante interessante, Rinzler (Anis Cheurfa), um dos duelistas mais aclamados entre todos e que inclusive é um dos protagonistas do primeiro filme, o próprio Tron, que depois de ser vencido por CLU foi formatado e transformado em seu capanga de elite, uma espécie de Aquiles dos jogos. Imbatível, é durante um arranca rabo com o protagonista que Rinzler/TRON o fere no braço e percebe que este ai não solta bits, mas na verdade sangra, ele é um usuário, e então o leva para ver uma pessoa especial.
Sam é levado para encontrar ninguém menos ninguém mais que CLU, mas o que diabos é CLU? Este é um programa que Kevin Flynn cria lá no primeiro filme para o ajudar a criar o espaço virtual, junto com TRON, só que CLU, era um programa perfeito, e com o tempo não tolerava as imperfeições de seu criador, e é então que a história começa a ser melhor explicada.
Em uma cronologia rápida, depois do primeiro filme, e mostrando a visão virtual da coisa, Kevin toma os direitos de sua criação e se torna o poderoso chefão da empresa ENCOM, ai então começa a fazer incursões para o ciberespaço regularmente, para junto com o seu programa CLU e o TRON, programa de seu amigo Alan, criar um mundo no ambiente virtual, mas eles descobrem uma forma de inteligência independente que não foi criada pelo homem, os ISOS, e junto com eles e os programas povoaram este novo mundo, mas CLU era perfeito, e não tolerava os ISOS pois os considerava intrusos, então arquitetou um plano e tentou matar Flynn, TRON e todos os ISOS. Foi nessa que TRON morreu, Flynn fugiu e CLU detonou com tudo, e criou o mundo virtual ao seu modo. Sempre pregando contra os usuários e tentando reconverter os programas. E é ai que entra o segundo filme.
Só para não perder o fio da meada, o resto do filme se resume em uma tentativa frenética de Sam de sair do ciberespaço e de CLU de pegar o disco de Kevin que encontra seu filho.
Munido desta breve explicação, é muito mais simples comentar cenas do filme, que dão um gosto especial para a obra. Como por exemplo,  a cena em que Sam ajudado por Quorra (Olivia Wilde) uma ISO que se aliou a Kevin em seu exílio no mundo virtual vão ao encontro de Castor, um outro ISO que se envolve com o submundo dos programas.
Castor ajuda em partes Sam, mas logo se prova um traidor, pois avisou CLU sobre a posição do usuário, e então uma das melhores sequências de combate do filme começa, envolvendo os capangas de CLU, programas rebeldes, Rinzler Quorra e Sam.
Tudo está um verdadeiro quebra pau até a chegada de Kevyn, que é visto como uma espécie de divindade, e mostra porque é tão temido, um usuário tem o poder de moldar a realidade virtual da forma que bem entender, e antes que você diga que isso é uma cópia mal feita de Matrix, não se esqueça que TRON é mais antigo, e que ambas as obras beberam da mesma fonte.  Pois então, Flynn chega e as luzes apagam, os programas capangas ficam mais fracos e os programas da resistência sentem suas forças renovadas para lutar, esta cena é interessante por vários fatores, um deles é a presença da banda Daft Punk embalando com seu som eletrônico o “pega pá capá” as lutas com os discos muito bem feitas, e a aparição do usuário como dito antes, muito bom.
Os efeitos especiais do filme são de ponta e uma das coisas mais ousadas neste longa foi o total rejuvenescimento digital que o ator Jeff Bridges passa para emprestar seu rosto de jovem rapaz ao personagem CLU, milhares de imagens, texturas e captações de movimento foram arrecadadas para dar algumas horas de juventude para o ator. A técnica aos olhos treinados é obvia, mas consegue enganar muito bem, ouvi até suspiros de um grupo de garotas nas cadeiras acima da minha quando o personagem é revelado, mal sabem as pobrezinhas que se trata de um efeito especial.
Outro destaque do filme e o que ajudou bastante em sua divulgação foi a grande parte da trilha sonora feita pelo já comentado grupo francês de música eletrônica Daft Punk, que cai como uma luva para a proposta do filme, seu som combina com a temática, mas pessoalmente senti falta de hits mais badalados da banda e mais enérgicos, mas de fato ver em cena a banda vestida com seus famosos trajes de robô, atendendo aos pedidos de Castor como DJs de sua festa é realmente muito, mas muito legal.

O verdadeiro legado.

Apesar desta “rasgação de seda” de minha parte, tenho que concordar que o filme foi literalmente um legado do anterior. Esta produção apesar de estar bastante tempo nas salas de cinema por ai não alcançou o sucesso que precisava, e foi inclusive escorraçada por alguns críticos de mal humor. Mas tenho que dar meu braço a torcer, a proposta do filme foi pouco ousada, apesar de contar com efeitos especiais de cair o queixo, seu enredo é muito pouco trabalhado, beirando ao default, por vezes você sente falta de algo mais frenético e enérgico, e o fato de Sam acabar aceitando tudo tão rápido, e simultaneamente ficar se indagando o tempo todo ajudam em um leve desgaste. Mas mesmo assim um grande legado para quem já gostava da obra.
Neste caso o pecado nem foi a proposta, mas sim, em minha opinião uma preocupação exacerbada com o enredo que o fez muito café com leite, em épocas de energético com ácido.
No final de toda a trama Rinzler ou TRON se vê colocado na parede entre servir CLU ou o usuário, provavelmente ficou com algumas dll´s da antiga configuração. O vilão CLU, Rinzler, Flynn Quorra e Sam estão em uma corrida para chegar a saída do mundo virtual, onde os mocinhos pretendem sair do sistema antes que este portal seja fechado., e os vilões de recuperar o disco de Flynn que eles perderam.  E é então que o Tron renegado desperta para seu verdadeiro propósito, e ataca CLU, dando tempo para Sam, Quorra e Flynn fugirem, mas o programa perfeito é literalmente o que é. Continua vivo, ou funcionando neste caso, e ataca o grupo novamente, a poucos passos da sua liberdade, para salvar seu filho Flynn ativa sua reintegração com o software CLU e os dois se destroem.
Alam volta com Quorra para o mundo real, e assume os negócios da ENCOM o que deixa uma possível chamada para uma sequencia.
Este filme mais do que um bom apanhado de bons motivos para jogar no cinema um filme 3D e efeitos especiais de ponta para serem convertidos em dinheiro, é também a continuação de um novo universo. O ciberespaço de Tron e sua trama tem muitas coisas que ainda podem ser trabalhadas, dando lugar a jogos, quadrinhos, animações, curtas.
Fico seguro em dizer que trata-se, claro, se usado com sabedoria, de uma história em estado embrionário em comparação com obras como Star Wars ou Senhor dos anéis por exemplo.
Potencial a história tem, se vai ser trabalhada da forma correta pela Disney ou não é uma dúvida que só poderemos sanar quando alguém desenterrar esta história outra vez.


Elfo


RED Aposentados, perigosos e exagerados



Vamos falar um pouco da minha mais recente atividade cinematográfica, a contemplação do longa RED aposentados e perigosos, adaptação cinematográfica da revista em quadrinhos homônima de Warren Ellis e Cully onde um agente da CIA vive tranquilamente sua aposentadoria, até sofrer uma tentativa de assassinato digna de um verdadeiro blitzkrieg!

É então que ele reencontra a muitos outros parceiros da sua época de agente para solucionar esta série de ataques a pobres velhinhos de alta periculosidade, sem contar que o protagonista Frank Moses esta com uma quedinha por uma atendente de uma espécie de INSS que merece um destaque em um filme com esta temática, pois ela é extremamente ligada a livros de romance a lá 007, e leva uma vida extremamente monótona. Quando ela se depara com Frank Moses, Willis, a principio só quer que as coisas acabem logo, mas em muitissimo pouco tempo está se sentindo dentro de um romance com seu próprio agente secreto, um pouco mais parrudo, apaixonado e violento que o senhor bond.

É então que a sequencia de eventos, encontros, e conflitos tomam proporções incriveis, beirando a loucura, como por exemplo que em uma das cenas em que o ex-agente Frank Moses consegue se infiltrar no prédio da CIA e roubar um arquivo de uma sala mais secreta que as salas secretas. Então depois da missão cumprida, ele avista um dos agentes que está atraz dele, William Cooper (Karl Urban) em sua sala de escritório feliz e cuidando de seus negócios, é então que ele manda a sua paquera esperar por ele, que entusiasmada com tudo acata sua ordem com prontidão. Ele entra na sala do agente e começa um quebra pau de colocar inveja nos grandes filmes de pancadaria, tão bom o "pega pra capá" que o telespectador chega a sentir a dor dos supapos também!

Como explicar esta atitude? Um ex-agente que também age por impulso e não tem medo de colocar tudo a perder?

Ou um agente que sabia exatamente o que estava fazendo?

Idependente do motivo, ambas dialogam totalmente com a proposta do filme, uma adaptação de quadrinhos, que graças aos bons homens da industria cinematográfica não tentaram levar a história para tempos atuais e nem para o que em suas cabeças eles acham que seria plausivel.

Simplesmente transformaram 3 edições de um quadrinho com 66 páginas em um filme, o que acarretou em muitas modificações na história original, onde eu que também já li o quadrinho e portanto posso dizer, não interferem em nada, e muito pelo contrário, só acrescentam para uma obra onde ir de um quadrinho ao outro pode representar uma passagem de semana.

A trama e seus ganchos beiram ao fiasco uma pancada de vezes, mas como ficou claro antes, tudo faz parte do universo da história que é rápido, explosivo e alucinante. Sem muitas explicações e justificativas, apenas é e pronto, isso é evidente. Ainda assim existe um aspécto que deixou a desejar, e que também não é tão presente no quadrinho. o humor. Algumas vezes as tentativas de  causar risos no telespectador deixam a desejar, com prolongados momentos de pausa. O personagem Marvin Boggs interpretado por John Malkovich é uma espécie de homem bitolado obcecado pela sua segurança e absurdamente desconfiado, por vezes utiliza a gague para causar risos, mas mesmo assim temos momentos de retardo evidentes nos telespectadores.

Um destaque na trilha sonora do filme, em alguns momentos pode parecer repetitiva, mas a é interessante o módo em que músicas de ação intensa se misturam e trocam de lado repentinamente com músicas divertidas e alegres, as tipicas musicas de boa visinhança dão o tom para o enredo.

  E claro não podemos deixar de ressaltar o incrivel elenco com o qual os produtores puderam bradar de orgulho ao conseguir juntar, entre muitos bons atores temos os conhecidos Morgan Freeman, John Malkovich, Bruce Willis, William Cooper, Mary louise Parker, Chris Owens e Helen Mirren. Uau, para uma adaptação de quadrinhos, que fala com um público extremamente exclusivo, que também é fiel ao tom das hq´s este é um elenco invejavel. Por fim uma ótima experiência para você que gosta de uma história diferente, cenas alucinantes e um humor sóbrio.