Olá gente!
Trazendo nossa primeira tradução das fictions de L5R!
Aproveitando que os Nagas estão de volta na parada estamos com esse presente da AEG para você!
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Especial de Forgotten Legacy: Sonhos da Escuridão
Sonhos da Escuridão
por Shawn Carman
traduzido por: Leandro "Kinder" e Lucas Oliveira
Mês da Lebre, ano de 1198
Escrevendo na escuridão. Tentáculos negros surgindo das profundezas, flutuando pelo ar, escurecendo o sol. Desaparecendo, faminto. Faminto por ela. Aparecendo, prendendo, traumatizando-a, esguichando a vida do corpo dela, carregando-a para a escuridão, tão profundo que ninguém poderia encontrar-la.
Mara acordou com um inicio. Mesmo depois que os humanos poderiam considerar muito por um longo tempo, décadas severas talvez, ela foi se desacostumando com a tontura. Isso não foi algo que seu povo vivênciou, esse regular pedaço de sono leve, mas desde que os Nagas retornaram para a exclusão, "O Grande Sono", ela setiu que a fraqueza vinha até ela periódicamente. Isso é algo que o shugenja humano tentou ajuda-la a entender. O melhor que eles puderam determinar, é que era simplesmente o efeito de distância do "Grande Sono", enfraquecendo-a e forçando-a a dormir de uma maneira que seu povo realmente nunca soube. Isso não foi algo que ela planejou, realmente, por isso ter dado a ela mais em comum com seu amado Daini.
Daini. Mesmo depois de anos, a perda dele ainda dói profundamente. Entre os Nagas, o amor era diferente. Quando você podia sentir os pensamentos e as emoções de seu companheiro, isso era pouco para conhece-los. Com Daini, ela não tinha sido privada dos pensamentos mais íntimos por causa de Akasha, mais sim porque ela o conhecia, realmente o conhecia. Isso acendeu uma chama em seu amor que ela nunca havia conhecido em séculos de vida. E agora essa chama se foi, mas ele persistiu em seu coração, em sua mente e em seus sonhos.
Sonhos. Os sonhos sempre foram estranhos e confusos, mas ultimamente eles estão tendo um ar mais sinistro. Algo nos sonhos a pertubou profundamente, mas ela não pode compreender o que significava. Aparentemente eles não significavam nada, para que eles serviam, afinal? Não pela primeira vez, Mara questionou se ela simplesmente sente falta da perspectiva humana para entender o significado de um sonho. Talvez se ela conversasse com Mareshi...
Mas não, esse não era mais seu nome. Ele herdou muito dos seus dons, entre eles, sua vitalidade e percepção, mas a virtual imortalidade dos Nagas não estava entre esses dons herdados. Ele era um monge agora, estudando a sabedoria de seu povo. Mas esse não era o destino que ela tinha imaginado para seu filho, mas ela se orgulhou deste fato mesmo assim.
Ainda, os sonhos a atormentavam. De todo modo, eles não tinham sentido. Mas eles persistiam, e a assombravam nos momentos que ela estava acordada, tanto quanto os que ela dormia. Eram mais que sonhos, mas menos que realidade. Seria isso uma premonição? Ela não poderia ter certeza. Para esfriar a cabeça, contudo, ela sabia que deveria agir. Tem que ter alguma coisa que pode ser feita para estes fantasmas darem um descanso. Talvez... sim. Sim, acho que isso seria o suficiente, ela pensou. Isso requeriria algum empenho de sua parte, e a mais importante parte de seus aliados, talvez não saisse o que ela gostaria, mas ela acreditava que poderia ser feito.
Mara mudou sua forma para trocar para aquela forma bípede na qual ela passou muito tempo de sua vida com Daini. Ela moveu-se até seu escritório. Havia muitas cartas para serem escritas, algo a dava certeza de que havia muito pouco tempo para faze-lo.
*****
Shinjo Itao arrancou um punhado de vegetação do corredor para o templo e então considerou a rude lâmina em sua mão com desprezo exposto. "O clã do Louva-Deus usam essas coisas como uma questão de rumo?" disse ele, brandindo o parangu atras de seu conterrâneo. "Eles são deploráveis. Eu não consigo ver como eles usam com frequência o estomago de Yoritomo."
Shinjo Kinto riu contido. "Você presume que o Louva-Deus tem alguma noção de paladar, primo". Ele limpou o suor de sua testa e ele apontou para o templo enquanto consultava o pergaminho que estava em suas costas. "Eu acredito que esta é o lugar que estavamos procurando. O item em questão está no segundo andar".
Itao assentiu e apontou para o par de homem-onda que os acompanhavam. "Vocês o ouviram", ele disse severamente. "Vocês sabem o procedimento. Nada mais é para ser removido. Nada mesmo, está claro?"
"Claro, meu senhor", o mais velho dos dois ronins disse. "Claro que nós iremos concordar que você procure nossos pertences até nossa saida, se você sentir que isso é necessário".
"Eu acho que aquilo seria um execelente..."
"Aquilo não será necessário, Chuo", Kinto o interrompeu. "Você tem mostrado tanto seu dever meia-dúzia de vezes e não tem desapontado. Em todos estes anos eu venho conhecendo você, você nunca esteve abaixo de sua palavra". Ele assentiu para o outro ronin. "Seu sobrinho se apresentará para uma busca, contudo, até chegar a hora que ele adquirir a mesma confiança que você tem".
Chuo reverenciou muito profundamente. "Eu estou grandemente honrado, meu senhor, e claro meu sobrinho participará. Ele não vai desaponta-lo".
Kinto sorriu e apontou com a cabeça para o templo. Os dois ronins entraram de uma vez, movendo-se cuidadosamente, porém, rapidamente. "O que se passa?" Itao disse. "Você não pode confiar em um homem-onda".
"Não mescle esteriótipos, primo" Kinto alertou. "Você acreditaria em todos que insistem que o clã do Unicórnio são bárbaros apesar dos séculos que habitamos com o Império e incontáveis vidas que nós dedicamos na defesa dos costumes?"
Itao censurou-o. "Bem... Se eles te chamam de bárbaro eu suponho que eu não protestaria muito".
Kinto sorriu sem graça e bateu levemente com o pergaminho no mais velho, mas sua expressão rapidamente retornou para um estado mais severo. "Eu tenho estado nesta cidade muitas vezes" ele observou. "Mas hoje parece... diferente".
Itao olhou rapidamente em volta. "Esta é minha primeira vez, mas parece familiar de algum modo. Não especificamente o lugar, mas o humor. O clima do lugar". Ele hesitou. "Eu não gosto muito, eu acho". Ele pensou por um momento. "Você se lembra de quando eramos crianças e nós exploravamos aquela caverna?"
"Naquela nós encontramos o urso dormindo" Kinto indicou com a cabeça.
"Aquele cheiro de morte no ar. A idéia de que um passo em falso poderia se tornar um completo desastre". Itao pegou com firmeza o punho de sua espada inconscientemente. "É a mesma sensação hoje. Como se tivesse alguma coisa logo além da percepção. Algo esperando."
"Se o lugar te dá tais pesadelos, claramente nós devemos nos apressar" Disse Kinto inteligentemente. "Quantos itens nós já recuperamos até agora?"
Agora é a vez do Itao retirar e inspecionar o pergaminho. "Esse deve ser o sétimo. Estão faltando dois, e então terminaremos por aqui".
"Qual é a finalidade dessa excursão, você pode presumir?" Kinto indagou.
"Tudo que sei é que as ordens que recebemos é de um grau alto o bastante para fazer nosso comandante sentar e prestar muita, muita atenção. E carrega a marca da Embaixada dos Nagas em Toshi Ranbo, na qual, eu nem preciso dizer, que é considerada uma filial das Famílias Imperiais, para todas as intenções e propósitos".
"Eu presumo que devemos nos apressar então!" disse Kinto. "Chuo! Você está aí?"
Os dois ronins emergiram do templo, um deles carregando uma trouxa de pano firmemente amarrada. "O item está seguro, meu senhor", respondeu Chuo. O homem-onda olhou rapidamente por cima do ombro com um olhar de ansiedade que não era sua característica. "Até quando ficaremos nessa cidade, meu senhor?"
"Não muito" disse Kinto. "Muito para o nosso gosto, eu aposto, mas não muito".
*****
Karui se moveu pela floresta sem esforços apesar de virtualmente o cair da noite obscurecer cada detalhe. Os poucos raios de luz que penetraram seu forte abrigo o proporcionaram todas as referências que ele precisava para guiar-se. Era uma paisagem familiar, da qual ele havia explorado inúmeras vezes durante sua jovem vida. Seu tio Chuo sabia que Karui havia sido raptado de uma vila em sua adolescência e forçado a participar de uma gangue de bandidos que usavam territórios de Shinomen como quartel-general antes de serem devastados pelas forças do Campeão Esmeralda. Karui escapou e sobreviveu, com ninguém exceto seu tio sabendo do seu terrível segredo. Claro, seu tio não tinha idéia de que toda a história era invenção. Karui não havia sido raptado, mas participou por vontade própria, e deleitou-se em violência e riqueza que participara naquela vida.
Talvez agora ele participasse novamente. Quando ele e seu fraco tio adentraram, os templos dos Nagas, ele encontrou riquezas muito além de sua imaginação. O rídiculo homem-serpente aparentemente não possuía noções de como usar tal riqueza. Ele encontrou ouro, pérolas, e jóias em uma quantidade realmente abundante, usado para os mais variados tipos de decoração e adornos. Ele poderia carregar o suficiente de um castelo para assegurar que ele não teria de trabalhar para qualquer "politicamente correto" Grande Clã novamente. Claro, ele não tinha intenção de fazer meramente uma viagem. Ele se tornaria um senhor da guerra de primeira linha, e o Império tremeria de medo ao ouvir seu nome. O Campeão Esmeralda sofreria por si próprio por estar arruinando o precioso tempo da vida de Karui. Ele veria por seus próprios olhos.
Com sua boca praticamente úmida pela expectativa de avarezas que ele se daria o luxo, Karui moveu-se para mais perto da cidade através da escuridão abrangente. Ele poderia ver os contornos das edificações à distância. Eles estavam reciosos na escuridão, mas ele não estava com medo. Homens que tem medo são fracos para moldar seu próprio destino. Karui não é um desses homens. Ele mostraria para todos que tipo de homem ele era.
Algo além deles moveu-se na escuridão. Karui congelou-se em atenção, absulutamente imóvel. Sua arma já estava em sua mão há muito tempo, mas ele estava ardorosamente consciente da textura do cabo contra sua mão. Ele sabia dos perigos que espreitavam pela floresta. Muitos eram temores familiares, ursos, javalis, e adjacentes. Existiam muito mais criaturas das profundezas das florestas que emanavam de diferentes mundos, que nunca haviam sido nomeadas pela humanidade. Karui estava confortável com sua habilidade para derrotar ou evadi-los. Ele era o mestre destes domínios.
Novamente algo se moveu na escuridão, trazendo o sinuoso som de músculos contra o musgo. Soou fortemente, e a auto-confiança de Karui quase que imediatamente evaporou. Ele lambeu os lábios e pensou nas riquezas que estavam tão perto de suas mãos, próximas de serem suas. Então ele ouviu o sinistro som de um predador urrando, e ele sentiu seu interior se fundindo com um terror primal que era algo que um animal deve sentir.
Algo surgiu na escuridão, avançando com tal velocidade que Karui tinha somente uma alusão não clara de movimento, e então veio a dor. Terrível, despedaçando-se em dor enquanto sua carne era rasgada. Um momento depois, e ele estava simplesmente frio. Ele ouviu um som, algo que ele não reconhecera, mas era semelhante a um líquido pingando no chão de terra da floresta. Ele achou estranho, já que não chovia a alguns dias, mas tudo era possível nessa estranha floresta.
Karui caiu no solo encharcado de sangue, e não pensou mais.
*****
No sonho, ele se moveu pela terra como uma sombra, como uma tempestade, como uma força da natureza que não poderia ser parada. Ninguém podia ve-lo a menos que ele desejasse, e aqueles que ele desejasse que o vissem eram presas. Presas eram devastadas da face da Terra com um rápido e violento lampejo de suas garras. Ele não precisava de uma espada. Nada ficava em seu caminho. Ele era imparável, invencível. Seus caninos estavam amostra para o "Olho Brilhante" e soltou um uívo primal de um predador. Humanos eram fracos, insignificantes, adversários indignos. Ele era o caçador. Ele era o guerreiro. Ele era Naga.
Balash acordou de seu sono e abriu os olhos por um momento. O véu do Grande Sono estava pesado sobre ele, mas ele estava consciente por um momento. Poderia não ter passado muito tempo desde que ele entrou novamente no sono, talvez não mais que um século. Seus músculos doiam como em uso vigoroso deles, o que era peculiar, mas então o sono afetou seu povo de maneiras estranhas e imprevisíveis. Ele pensou que ainda sentia o forte sabor de sangue em seus caninos, e ainda sentia o cheiro no ar. Esses sonhos eram coisas poderosas, daqueles que não deveriam permitir que influenciasse sua ciência. Ele descobriu o valor dos humanos há muito tempo atras, depois de tudo, e isso não o faria se tornar uma alma enraivecida que outrora ele fora. Ainda não há jeito de se fazer mal a nós mesmos nos sonhos, há? Isso foi simplesmente uma memória duradoura, uma diversão momentânea. Sem nenhum mal, na grande trama das coisas.
O sono dominou-o mais uma vez. Balash trocou sua posição para uma mais confortável e assentou-se entre rolos por muitos séculos de mais sono. Assim que sua mente devolveu-o para as profundezas de Akasha, ele reflexivelmente saiu do conforto de sua lâmina familiar, porém ela não estava lá. Estranho. Quando ele acordou, ele a acharia. Estava próxima, ele tinha certeza. Onde mais poderia estar?
Balash dormiu.
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Louva-Deus = Mantis Clan
Unicórnio = Unicorn Clan
Akasha = Suponho que seja o sono, o dormir.
Espero que tenham gostado e se preparem que logo entramos nas Guerra dos Destroyers! Até mais ver!
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